domingo, 30 de junho de 2013
De volta...
Mahatma Gandhi disse um dia que “nas grandes batalhas da vida, o primeiro
passo para a vitória é o desejo de vencer”. Pois vontade não me falta.
Portanto, estou de volta, após um período de silêncio, do qual precisei para
preparar a minha vida para o embate que aí vem. Continuo a sentir-me gelada,
mas acho que o pior já passou. Reorganizei-me e tenho a certeza que tudo vai
correu bem.
quinta-feira, 6 de junho de 2013
A Tempestade Perfeita
Conhecem a definição de “tempestade perfeita”? Aplica-se ao fenómeno meteorológico causado pelo encontro entre uma massa polar e uma frente muito quente. Quando estas duas colidem provocam uma tempestade, de tal forma atroz, que nada lhe resiste. Momentos antes da colisão respira-se “perfeição”, não há vento, não há frio nem calor, apenas paz. É como se a natureza nos tentasse distrair da tormenta que está a chegar.
Porquê este devaneio? Porque da felicidade que sentia há dois dias não resta nada! As sombras invadiram o meu mundo de forma irreversível. A paz que sentia era apenas prenúncio da maior tempestade que alguma vez me poderia atingir. O enorme sol que me invadiu ofuscou-me e não me permitiu vislumbrar a tempestade imensa que se aproximava.
Uma carta, apenas uma carta, provocou uma reviravolta de 180º na minha vida. Nada vai ser como era antes, nunca mais! Depois do calor do sol, o frio. Sinto um frio imenso. Um frio gelado, como nunca senti antes e que sei que veio para ficar. Estou atordoada, anestesiada, sem energia para a guerra que vou travar. E, sobretudo, confusa. Já vos disse que sempre consegui perceber os actos e as escolhas que me conduziram a determinado ponto, desta vez é diferente, não consigo mesmo atinar com o que me conduziu até aqui.
Se fui baleada, sobrevivi. Se fui abandonada, compreendi que nem todos merecem a minha confiança. Se fui maltratada, aprendi a defender-me. Se conheci o inferno, aprendi a apagar fogo. Eu não sou uma sobrevivente, estou aqui porque posso, porque mereço! Estou aqui porque foi aqui que as minhas escolhas me conduziram! Mas, sinceramente, não compreendo o que fiz para granjear tamanha tempestade.
Resta-me pensar que tenho o meu filho, somos saudáveis e nada pior nos pode acontecer. Resta-me a convicção que sou sobre-humana, invencível, e que ainda não é desta que me deitam abaixo!
terça-feira, 4 de junho de 2013
Do horizonte sem nuvens...
Sinto-me nas nuvens. Não sei o que se passa comigo, mas do nada [ou do quase nada] veio uma rajada de vento que afastou todas as nuvens do meu mundo. Sinto-me levitar e sorrio todo o dia como uma tola.
Já ouviram falar da lei da atracção? Esta lei diz que os semelhantes se atraem, por isso quando pensamos em algo, atraímos para nós pensamentos semelhantes. Tudo o que é enviado regressa. Pois deve ser verdade, porque o mundo inteiro parece conspirar para me ver feliz.
Reconhecimento, apoio, solidariedade, inundam a minha vida como um sol imenso, capaz de ofuscar todas as sombras, capaz de desmontar todas as dúvidas. Sinto-me indestrutível!
O que despoletou tamanho turbilhão? Quase nada. Apenas sinais, apenas algumas palavras que me fizeram lembrar o quanto a vida é preciosa.
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