sexta-feira, 24 de maio de 2013

O Plano Municipal para a Deficiência de Oeiras

 
Oeiras aprovou um Plano Municipal para a Deficiência que podem consultar aqui.
 
Em tempos de crise e quando tudo parece retroceder no que se refere à população com deficiência, eis que surge, como uma lufada de ar fresco, uma medida inesperada que nos permite acreditar que afinal ainda há quem nos ouça.
 
Não deixem de ler e divulgar!

quarta-feira, 15 de maio de 2013

Dos fantasmas que teimam em nos atormentar

 
Hoje vi um fantasma. Não me refiro a um espírito de alguém que já morreu. O meu fantasma está bem vivo e são os vivos que devemos temer. Depois de 8 anos já não estava à espera, apanhou-me desprevenida. Passou por mim de carro, buzinou, sorriu e acenou. E seguiu o seu caminho…

segunda-feira, 13 de maio de 2013

Para a minha melhor amiga!



Quando vos digo que tenho poucos amigos, não quero com isso dizer, que não tenho nenhuns. Aliás, se a deficiência do meu filho serviu para alguma coisa, foi certamente para me mostrar quem são os meus verdadeiros amigos. E entre eles estás tu: a minha melhor amiga!

Este post serve para te dizer que representas tudo aquilo que valorizo, como sendo autêntico, numa amizade. Apesar da distância, apesar dos silêncios, foste a única que estiveste sempre lá, desde o princípio. Se nem sempre pareço valorizar a ti e à nossa longa amizade é por distração, por hábito, porque sei que vais estar sempre lá quando precisar de ti.

Tudo o que aqui poderia dizer não é suficiente para reconhecer o valor daquilo que nos une, nem o quanto gosto de ti. Portanto, pela tua presença, pelo teu amor, pela tua paciência, pelas tuas lágrimas, por não me julgares: MUITO OBRIGADA AMIGA!



quinta-feira, 9 de maio de 2013

Formulário para a felicidade!


Happiness is not something ready made. It comes from your own actions.
Dalai Lama

Hoje deparei-me com um texto … elucidativo sobre a felicidade. De acordo com a sua autora existem dois espécimes de pessoas: as que escolhem ser felizes e as que optam por ser infelizes. O dito é longo, lamechas, mas não pude deixar de traduzi-lo para partilhar com vocês. Face aos meus últimos [e escassos] posts, parece-se com algo que eu própria poderia ter escrito [adiantando, desde já, que não concordo com a “regra” n.º 15].
Assim sendo, cá vai! Qual é o formulário para a felicidade? É muito simples. As pessoas felizes têm bons hábitos que melhoram as suas vidas. Elas fazem as coisas de forma diferente. Atentem, portanto, às regras que se seguem:
1. Não guardes rancor: As pessoas felizes entendem que é melhor perdoar e esquecer do que deixar seus sentimentos negativos dominarem seus sentimentos positivos. Guardar ressentimento aumenta a ansiedade e o stress. Se esqueceres os rancores, vais poder apreciar as coisas boas da vida.
2. Trata todos com bondade: Sabias que ao realizares um acto altruísta, o teu cérebro produz serotonina, uma hormona que facilita a tensão e eleva o espírito? Tratar as pessoas com amor, dignidade e respeito, também permite que construas relacionamentos mais fortes.
3. Encara os problemas como desafios: A palavra “problema” não faz parte do vocabulário de uma pessoa feliz. Um problema é normalmente visto como uma desvantagem ou como uma situação instável, enquanto que um desafio é tido como algo positivo, como uma oportunidade, uma tarefa. Sempre que enfrentares um obstáculo, tente olhar para ele como se de um desafio se tratasse.
4. Expressa gratidão pelo que já tens: Há um ditado popular que diz: “As pessoas mais felizes não têm o melhor de tudo, elas fazem o melhor de tudo com o que têm”. Terás um sentido mais profundo de contentamento se contares as bênçãos em vez de ansiar para aquilo que não tens.
5. Sonha em grande: As pessoas que têm o hábito de sonhar em grande são mais propensas a realizar os seus objectivos do que aquelas que não o fazem. Se te atreveres a sonhar em grande, a tua mente vai assumir uma atitude mais focada e positiva.
6. Não se preocupe com as pequenas coisas: As pessoas felizes entendem que a vida é demasiado curta para despender energia com situações triviais ao invés de desfrutar das coisas mais importantes na vida.
7. Fala bem dos outros: Dizer coisas agradáveis sobre as outras pessoas encoraja-te a pensar positivo.
8. Não procures culpados: As pessoas felizes não culpam os outros pelos seus próprios fracassos na vida. Em vez disso, elas assumem os seus erros e, ao fazê-lo, proactivamente tentam mudar para melhor.
9. Vive o presente: As pessoas felizes não vivem no passado nem se preocupam com o futuro. Elas saboreiam o presente envolvendo-se em tudo o que fazem.
10. Acorda todos os dias à mesma hora: Acordar à mesma hora todas as manhãs estabiliza o teu metabolismo, aumenta a produtividade e coloca-te num estado calmo e centrado.
11. Não te compares aos outros: Se achas que és melhor do que outra pessoa ganhas um sentido saudável de superioridade, mas se considerares que alguém é melhor do que tu acabas por te sentir mal contigo mesmo. Serás mais feliz se te concentrares no teu próprio progresso.
12. Escolhe os teus amigos com sabedoria: A miséria adora companhia. É por isso que é importante cercares-te de pessoas optimistas que te vão incentivar a cumprir os teus objectivos.
13. Não procures a aprovação dos outros: As pessoas felizes não se importam com o que os outros pensam delas. Elas seguem seus próprios corações, sem deixar os pessimistas desencorajá-los. Elas entendem que é impossível agradar a todos. Escuta o que as pessoas têm a dizer, mas nunca esperes pela aprovação de ninguém.
14. Aproveita o teu tempo para ouvir: Fala menos, escuta mais. Escutar mantém a mente aberta. Quanto mais intensamente ouvires, mais silenciosa a tua mente fica e mais conteúdo absorves.
15. Cultiva os relacionamentos sociais: Uma pessoa só é uma pessoa infeliz. As pessoas felizes entendem como é importante ter relações fortes e saudáveis. Procura sempre tempo para te encontrares e falar com a tua família e amigos.
16. Medita: Ficar em silêncio ajuda-te a encontrar a tua paz interior. Não precisas de ser um mestre zen para alcançar a meditação. As pessoas felizes sabem como silenciar as suas mentes em qualquer lugar e a qualquer hora.
17. Alimenta-te bem: Tudo o que comes afecta directamente a capacidade do teu corpo produzir energia, o que vai ditar o teu humor e concentração. Certifica-te que os alimentos que ingeres irão manter tua mente e teu corpo em boa forma.
18. Faz exercício físico: Estudos têm demonstrado que o exercício aumenta os níveis de felicidade. Aumenta também a tua auto-estima e dá-te uma maior sensação de auto-realização.
19. Vive com o que é realmente importante: As pessoas felizes mantêm poucas coisas ao seu redor porque elas sabem que coisas supérfluas os deixam sobrecarregados e stressados.
20. Diz sempre a verdade: Mentir corrói a tua auto-estima e torna-te antipático. Ser honesto melhora a tua saúde mental e faz com que os outros tenham mais confiança em ti. Sê sempre verdadeiro e nunca peças desculpa por isso.
21. Controla a tua vida: As pessoas felizes têm a capacidade de escolher os seus próprios destinos. Elas não deixam que os outros digam como devem viver as suas vidas. Deter o controlo completo de tua própria vida confere-te sentimentos positivos e de auto-estima.
22. Aceita o que não pode ser alterado: Depois de aceitares o facto de que a vida não é justa, vais ficar em paz contigo próprio. Em vez de viveres obcecado com o facto da vida ser injusta, concentra-te apenas no que podes controlar e mudar para melhor.
Simples, não? Se dúvidas subsistirem, podem aceder aqui ao texto original.
E, sejam Felizes!

domingo, 5 de maio de 2013

Os gatos gostam de água?




Não me considero uma mãe obcecada pela educação do filhote. Nunca fui pessoa de ler todas as teorias sobre educação, de adoptar todos os conselhos e estratégias para regular comportamentos. Limito-me a seguir o meu instinto e a ser inflexível em relação a duas regras [ou máximas!]:

  1. As crianças só fazem aquilo que nós deixamos;
  2. Nunca comprem uma guerra que não podem ganhar.
E, até ao momento, tem corrido tudo bem. No entanto, hoje à tarde, durante uma das nossas “conversas para surdo ouvir”, tive uma epifania…
 
Ele: Mamã, os cães gostam de água?
Eu: Sim, querido. Os cães gostam de água!
Ele: Ha, os cães gostam de água. E os dromedários?
Eu: Os dromedários também.

[… 30 animais depois…]

Ele: Então e os gatos mamã, os gatos também gostam de água?
Eu [já com vontade de ir ali e me afogar]: Sim, amor, os gatos também gostam de água.
Ele [aos gritos]: NÃO mamã, os gatos não gostam de água. A Xana Toc Toc disse que os gatos não gostam de água!
 
Portanto, que se lixem as regras, o que eu preciso mesmo para me fazer respeitar é pôr uma flor no cabelo, vestir uma saia cor-de-rosa e desatar a cantar!

sábado, 4 de maio de 2013

Ser normal nunca foi o meu forte!

 


Acho que nunca o disse a ninguém, mas o principal motivo porque decidi ter o meu filho foi sentir-me sozinha. Toda a vida me senti assim, sempre rodeada de pessoas, mas inevitavelmente só.
 
Sou silenciosa e gosto dos meus silêncios. Se não tenho nada de interessante para dizer não falo só para que ouçam a minha voz. Outras vezes quero falar, mas decido não o fazer porque é um direito que me assiste. Sinto-me confortável com os meus silêncios, mas eles assustam os outros. Não entendem porque sou assim e afastam-se, fico desiludida, mais comigo do que com os outros, mas não posso evitá-lo, eu sou assim.

Quando era pequena adorava a história da Sereiazinha e há uma frase desta que me ficou para sempre gravada na memória: “Ele lerá nos teus olhos o que estás a sentir sem haver necessidade de palavras”. Apesar desta frase ser o motivo de toda a desgraça na história, acho que me convenci que seria assim. Talvez também seja um bocadinho autista.

Quando soube que estava grávida, apesar de todos os contras [que não eram poucos!], não tive dúvidas que iria nascer uma parte de mim que colmataria essa lacuna. Alguém que me compreenderia, acompanharia os meus silêncios e me amaria incondicionalmente. Foi com esta convicção que, contra todas as expectativas e diagnósticos, operei o milagre de dar a vida ao meu filhote.

Esqueci-me que as pessoas nem sempre têm os mesmos interesses e os meus silêncios foram substituídos por conversas intermináveis sobre zebras e dromedários, sobre marcas de automóveis e personagens de desenhos animados, repetidas em looping, vezes sem conta, com poucas ou nenhumas variações de conteúdo, com pouca ou nenhuma reciprocidade.

Os últimos anos mostraram-me de que forma uma decisão, tomada em minutos, condiciona toda uma vida. Não me interpretem mal, nunca me arrependi. Se tivesse a oportunidade de repetir tudo a resolução seria a mesma, não mudava nada.
 
Sempre pensei que o marco em que atingiria o meu limite seria o momento em que me arrependesse da decisão tomada e esta certeza distraiu-me. O meu limite já foi ultrapassado há muito tempo. Hoje sei que o que consegui não foi sentir-me acompanhada, mas sim morrer para viver a vida de outra pessoa, de um pequeno pedaço de mim própria, que nunca vai ser totalmente autónomo.
 
E, o mais estranho, é que continuo a não mostrar sinais de remorso. O mais bizarro é que me sinto em paz, capaz de retirar felicidade das situações mais insólitas e estou mais sozinha do que nunca.