segunda-feira, 22 de abril de 2013

E o sol voltou a brilhar…





Não tenho aqui escrito nada ultimamente porque sentia uma espécie de nuvem muito escura sobre a minha cabeça e, como já vos disse antes, não quero tornar este blog num espaço sombrio, porque eu não sou assim.

Para que tenham uma ideia… A minha casa precisa urgentemente de ser pintada, metade dos meus electrodomésticos estão a deixar de funcionar, o puto precisa de óculos novos e de ir ao dentista e a minha conta bancária é mais assustadora do que um filme de terror.

A juntar a tudo isto, ouço gritos do miúdo logo pela manhã [primeiro porque não se quer vestir, depois porque não quer tomar o pequeno almoço e finalmente porque não lhe apetece sair de casa] e ao final do dia [porque quer ficar na escola]. Chegamos a casa e, claro está, a algazarra continua até ir para a cama. Não sei como, adquiriu a convicção de que todos os motivos são bons para gritar e, até esta fase passar, gritos é o que teremos. A lista dos meus aborrecimentos parece infindável, mas chega de me lamentar…

Na semana passada falaram-me de um blog que conta a história da luta de uma jovem, de cerca de trinta anos, contra um cancro que a acabou por matar. Durante três anos, a Silvina [que afinal se chamava Rita] expõe, na primeira pessoa, todas as batalhas que travou, todos os medos, expectativas e esperanças que sentiu. Lemos post após post dominados pelo conhecimento prévio de que ela perdeu a batalha.

Confesso que me sinto um pouco sinistra ao dizê-lo, mas a cada frase que lia me sentia mais convicta de que a desgraça dos outros, por vezes, nos consegue animar. Se não vejamos: tenho uma saúde de ferro e o meu filho também. Nem sequer me lembro da última vez em que estive doente, acho que nunca tive sequer uma gripe, ele há cinco anos que não adoece. Sou imune a todo o tipo de vírus, inclusive os mais improváveis, como o dengue ou a tuberculose. O meu metabolismo é de tal forma acelerado que, apesar de não ter cuidados extraordinários, tenho um nível médio de massa gorda de 6%. As nossas análises estão sempre tão perfeitas que, na maioria das vezes, nos mandam repetir suspeitando de algum erro.
Tenho um filho muito inteligente e que, gritos à parte, é uma pessoa linda, capaz de cativar todos os que se dão ao trabalho de o conhecer. É uma criança tão carismática que quando andava no infantário, e necessitava de mais vigilância, os outros meninos [especialmente as meninas] guerreavam entre si para tomarem conta dele. Em resumo e sem mais divagações, estamos vivos, juntos e somos super saudáveis!
 
Achamos sempre que a nossa vida é uma confusão, até olharmos em volta e nos deparamos com vidas realmente complicadas, com situações indescritíveis. Mesmo quando estamos no limite faz-nos bem verificar que alguém já o passou, só então percebemos a sorte que temos! Portanto, estou de volta e este vai ser um dia luminoso!


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