domingo, 24 de março de 2013

As 50 Sombras


 
Não me advogo crítica literária, mas leio muito, por isso, é inevitável que vos fale dos livros que leio. Li recentemente a trilogia de “As 50 Sombras” e tenho-vos a dizer que esta leitura foi, no mínimo, intrigante.
 

Porque apesar de estar muitíssimo mal escrito…
Tive que ler alguns parágrafos por duas ou três vezes para tentar perceber o que a autora queria dizer. Certos diálogos são surreais, outros incompreensíveis. As cenas de sexos {descritivas até à exaustão} repetem-se em looping, com poucas variações de conteúdo, ao longo das quase 3000 páginas da saga. Lê-se a primeira, saltam-se as restantes… Em suma, uma lástima.
 
Da história ser do mais lamechas e previsível que se possa imaginar…
Rapaz indescritivelmente belo conhece rapariga linda de morrer {e virgem, claro!}, apaixonam-se, ele revela-se um pervertido, ela tenta mudá-lo, mas acaba por gostar e vivem felizes para sempre. Muitas dúvidas, numerosos obstáculos, mas no final, previsivelmente, tudo acaba bem! Enfim, uma versão hardcore da saga Crepúsculo {da qual, por acaso, até gostei bastante}.
 
É completamente viciante!
Comecei a ler e senti-me, desde logo, presa numa espécie de teia que me algemou {!!} até ao final da história. Li as quase 3000 páginas que compõem a trilogia como se de um vício se tratasse. E sendo esta saga é um bestseller mundial, parece-me que não fui a única a encontrar-lhe algum mérito. Vá-se lá entender porquê!



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