Não me advogo crítica
literária, mas leio muito, por isso, é inevitável que vos fale dos livros que
leio. Li recentemente a trilogia de “As
50 Sombras” e tenho-vos a dizer que esta leitura foi, no mínimo,
intrigante.
Porque apesar de estar muitíssimo
mal escrito…
Tive que ler alguns parágrafos
por duas ou três vezes para tentar perceber o que a autora queria dizer. Certos
diálogos são surreais, outros incompreensíveis. As cenas de sexos {descritivas até à
exaustão} repetem-se em looping,
com poucas variações de conteúdo, ao longo das quase 3000 páginas da saga. Lê-se a primeira, saltam-se as restantes… Em suma,
uma lástima.
Da história ser do mais
lamechas e previsível que se possa imaginar…
Rapaz indescritivelmente belo conhece
rapariga linda de morrer {e virgem,
claro!}, apaixonam-se, ele revela-se
um pervertido, ela tenta mudá-lo, mas acaba por gostar e vivem felizes para
sempre. Muitas dúvidas, numerosos obstáculos, mas no final, previsivelmente,
tudo acaba bem! Enfim, uma versão hardcore
da saga Crepúsculo {da qual, por acaso, até
gostei bastante}.
É completamente viciante!
Comecei a ler e senti-me, desde
logo, presa numa espécie de teia que me algemou {!!}
até ao final da história. Li as
quase 3000 páginas que compõem a trilogia como se de um vício se tratasse. E
sendo esta saga é um bestseller
mundial, parece-me que não fui a única a encontrar-lhe algum mérito. Vá-se lá entender
porquê!
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