Fiz uma coisa verdadeiramente
estúpida. Ainda não estou em mim! Vi-me numa situação, completamente fora de
contexto, e por instinto reagi da pior forma possível, pondo a minha vida em
risco para ajudar um desconhecido. Mas não vou começar a divagar, sem
conhecerem os factos não podem avaliar a dimensão da asneira que cometi…
Ontem ao final da tarde, andava eu a correr no bosque perto da minha casa, quando me deparo com outro “atleta” quase a ser atacado por um enorme cão, que me pareceu {porque eu não percebo nada de cães} um pitbull. O homem, assustadíssimo, saltitava em frente ao cão. O animal, que devia ter o dobro do meu peso, ladrava e rosnava de raiva. Um cenário dantesco!
Disseram-me uma vez que os animais conseguem “cheirar” o nosso medo através de uma glândula que segregamos quando o sentimos. Em alguns animais, nomeadamente nos cães, esse medo pode desencadear um instinto de defesa e eles atacam. Deve ser verdade, porque ele olhou para mim, parou de ladrar e foi-se embora.
Ontem ao final da tarde, andava eu a correr no bosque perto da minha casa, quando me deparo com outro “atleta” quase a ser atacado por um enorme cão, que me pareceu {porque eu não percebo nada de cães} um pitbull. O homem, assustadíssimo, saltitava em frente ao cão. O animal, que devia ter o dobro do meu peso, ladrava e rosnava de raiva. Um cenário dantesco!
E perguntam vocês: O que fiz
eu? Afastei-me? Não. Pedi ajuda? Claro que não. Tentei, pelo menos, proteger-me
do cão? Obviamente que não! Pois aqui a “iluminada” posicionou-se entre o homem
e a bicheza! {Leram bem: eu atirei-me para a
frente do cão…} Disse ao sujeito para se
manter atrás de mim e não fazer movimentos bruscos, como se de uma entendida me
tratasse, e fiquei estúpida
{nunca
é de mais repetir: estúpida} a mirar o bicho. Não sei o que me
passou pela cabeça, ou melhor, acho que até sei, o meu cérebro deve ter parado
momentaneamente… Eu não tenho medo de cães {mesmo numa situação como aquela},
mas está-me a parecer que desta vez me excedi!
Disseram-me uma vez que os animais conseguem “cheirar” o nosso medo através de uma glândula que segregamos quando o sentimos. Em alguns animais, nomeadamente nos cães, esse medo pode desencadear um instinto de defesa e eles atacam. Deve ser verdade, porque ele olhou para mim, parou de ladrar e foi-se embora.
Não estou em mim! Como é que me pude por em perigo desta
maneira? Eu tenho responsabilidades. O meu filho só me tem a mim! E fazê-lo por
alguém que nem conheço, que acho que nem vou reconhecer se voltar a encontrar.
Ontem fiz uma coisa
verdadeiramente estúpida. E o mais grave é que se hoje fosse colocada perante um
cenário semelhante, mesmo tendo consciência da imbecilidade do acto, sei que
reagiria de forma idêntica, porque sou demasiado instintiva, sempre fui. Ajo
primeiro, penso depois…

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